Criado para homenagear os heróis nacionais, ou seja, aqueles brasileiros que possuíram ideais de liberdade e democracia, o Panteão consagra, também, a memória de Tiradentes, que além de ser um dos heróis nacionais é o Patrono Cívico da Nação Brasileira.

Horário de funcionamento: Aberto de terça a domingo, inclusive feriados, das 09h às 18h

Email Público: centroc3p@gmail.com

Telefone Público: (61) 3325-6244

Endereço:

CEP: 70100-000

Logradouro: Praça dos Três Poderes

Número: s/n

Complemento: Zona Cívico Administrativa, Esplanada dos Ministérios

Bairro:

Município: Brasília

Estado: DF

Regiões Administrativas: Brasilia

Descrição

Palavra de origem grega (PANTHEION, no Latim PANTHEON) era, na antiga Roma, uma edificação dedicada a todos os deuses. Na Grécia, também, Panteão era o templo erguido em consagração aos deuses. De estrutura circular e imponente, este tipo de construção influenciou e inspirou arquitetos de vários séculos. Geralmente é iluminado com luz natural ou pouca iluminação, com a finalidade de levar as pessoas a uma atitude respeitosa e de reflexão.

Na Europa, algumas construções com essas características foram erguidas para reverenciar deuses ou heróis da pátria.

Panteão da Pátria Tancredo Neves

Criado para homenagear os heróis nacionais, ou seja, aqueles brasileiros que possuíram ideais de liberdade e democracia, o Panteão consagra, também, a memória de Tiradentes, que além de ser um dos heróis nacionais é o Patrono Cívico da Nação Brasileira.

Construído e doado ao governo do Distrito Federal pela Fundação Bradesco, tem três pavimentos e área total construída de 2.105 m².

Sua edificação lembra o formato de uma pomba e foi inaugurado pelo presidente José Sarney em 07 de setembro de 1986.

Histórico

A idéia de se erguer um monumento para homenagear os heróis nacionais surgiu no Palácio do Planalto, diante do corpo do presidente Tancredo Neves, inspirado nos ideais de liberdade e democracia que, a exemplo dos seus conterrâneos inconfidentes, tão bem soube representar.

A Pedra Fundamental do Panteão da Pátria Tancredo Neves foi lançada pelo presidente da República da França, François Miterrand, durante sua visita a Brasília, em 15 de outubro de 1985.

Quando o arquiteto Oscar Niemeyer, antes do projeto, começou a estudar o Panteão seu maior empenho era que ele se integrasse corretamente na praça, que não fosse tão grande, mas também não muito modesto, tivesse, enfim, a escala de importância exigida de um Panteão. Imaginou um monumento severo, sóbrio e requintado, que causasse surpresa e desejo de ser visto de perto.

Primeiro Pavimento

No primeiro pavimento, ao nível do solo, funciona a parte administrativa do Centro Cultural Três Poderes.

Segundo Pavimento

No segundo pavimento, ao nível da entrada, temos o Salão Vermelho onde está o Mural da Liberdade, do consagrado artista plástico Athos Bulcão.

O Mural da Liberdade, todo laqueado na cor vermelha, mede 13,54 m de comprimento por 2,76 m de altura, totalizando uma área de 37,37 m². A obra é composta de um só módulo repetido 24 vezes, disposto ora isoladamente, ora em grupos de três. A união de três módulos forma um triângulo vermelho, símbolo do movimento da Inconfidência Mineira, como figura central de sua bandeira. A bandeira dos inconfidentes é hoje a bandeira do Estado de Minas Gerais.

Cada módulo tem a espessura de nove cm e a disposição dos módulos no mural foi simétrica e artisticamente planejada pelo autor, de modo que sua estrutura pudesse ser valorizada pelo jogo de luz e sombras.

Athos Bulcão - (1918 - 2008)

Nascido no Rio de Janeiro, em 02 de julho de 1918, era desenhista, pintor, fotógrafo e ilustrador. Faleceu em Brasília no dia 31 de julho de 2008, aos 90 anos. Esse carioca, que quase foi médico, era carinhosamente chamado pelos amigos de "Monsenhor", graças à sua voz baixa e um certo tom clerical de sua fala. Athos Bulcão viveu em Brasília de 1958 até o seu falecimento em 2008.

Aos 22 anos expõe pela primeira vez no Salão Nacional de Belas Artes. Em 1941, obtém a medalha de prata de desenho e pintura. Estagia no atelier de Portinari, com quem depois vai trabalhar nos murais da igreja da Pampulha em Belo Horizonte.

Artista inquieto fez experiências com fotomontagens e relevos policromados, dedicando-se, a partir da década de 60, a projetos de integração da arte com a arquitetura, destacando e valorizando importantes projetos de Oscar Niemeyer em Brasília, a saber: as paredes externas do Teatro Nacional Cláudio Santoro; a Câmara Mortuária do Presidente Juscelino Kubitschek e uma das paredes do hall de entrada do Memorial JK; o painel do vestíbulo do Palácio do Itamaraty; a fachada da capela do Palácio da Alvorada; os quadros que descrevem a paixão de Jesus na Catedral; no Aeroporto Internacional; na Câmara Legislativa; no Centro Cultural da CNBB; no Cine Brasília; no Clube do Congresso; no Hall do Congresso Nacional; na Igrejinha; no Mercado das Flores; no Palácio Jaburu; no Palácio do Planalto; no Parque da Cidade; no Salão Verde da Câmara dos Deputados; no Supremo Tribunal Federal; na Torre de TV; e em várias quadras e apartamentos da cidade. No exterior, executou projetos para a sede da Editora Mondadori, em Milão, para a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, e também na Argélia.

Terceiro Pavimento

Ao final da escada negra que liga o segundo ao terceiro pavimento depara-se com o Salão Principal, um ambiente sóbrio e indefinido, também na cor negra, que transmite a sensação de grande espaço cósmico descoberto, de noite escura e silenciosa.

Neste salão encontram-se: de um lado, o grande Painel da Inconfidência Mineira; do lado oposto, o Vitral de Marianne Peretti; e, ao centro, o Livro de Aço dos Heróis Nacionais.

Painel da Inconfidência Mineira

Vitral de Marianne Peretti

Livro de Aço dos Heróis Nacionais

O Vitral de Marianne Peretti

Marianne Peretti fez um vitral que lembra a forma estilizada do mapa do Brasil ou a estrutura de uma árvore, dependendo da forma como a obra é vista. A obra é toda laqueada na cor branca com superfície de 180 m² e, na sua confecção, foram gastas 16 toneladas de ferro. Os vitrais, nas cores roxo, vermelho e branco, simbolizam o recolhimento, a paixão e a paz.

Do lado de fora, na fachada externa norte, ao pé do vitral, tem uma escultura de ferro laqueada na cor branca, também de sua autoria. A forma de pássaro da escultura, assemelhando-se a uma pomba, simboliza a liberdade.

A Pomba

Marianne Peretti - (1927)

Artista nascida em Paris, de mãe francesa e pai pernambucano, foi registrada no Consulado Brasileiro.

Viveu naquela cidade no meio de escritores e artistas, onde estudou desenho e pintura na Ecole des Arts Décorratifs e na Academie de La Grande Chaumiére, em Montparnasse, tendo sido discípula de Goerg e de Desnoyer. Ilustrou livros e revistas e, ainda em Paris, fez sua primeira exposição individual na Gallerie Mirador. Viajou pela Europa e veio morar no Brasil em 1953, onde passa a desenhar e pintar paisagens do Ceará, e aspectos variados do Recife e da Bahia. Participou de várias Bienais em São Paulo, obtendo o prêmio de melhor capa de livro com "As Palavras", de Sartre. Realizou várias exposições, individuais e coletivas, em Paris, São Paulo, Olinda e outras cidades. Assina várias esculturas, vitrais e relevos nos grandes centros brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Teresina, e Recife. Depois da encomenda de um desenho para vitral que lhe faz a arquiteta Janete Costa, passa a dedicar-se a essa arte e a pedido de Oscar Niemeyer realiza enormes vitrais e painéis de vidro para o Panteão da Pátria, Catedral de Brasília, Superior Tribunal de Justiça, Câmara dos Deputados onde tem duas obras: a peça Araguaia, em vidro trabalhado com sobreposição, que se encontra no Salão Verde, e um Vitral no Salão Nobre, Senado Federal, Palácio do Jaburu, Memorial JK, e uma grande escultura de bronze dourado, denominada "O Pássaro", para o Teatro Nacional. Muitas outras obras integram sua intensa produção artística, inclusive no exterior, como, por exemplo, no Centro Cultural do Havre e na sede da Editora Mondadori, em Milão.

O Livro de Aço

Ao centro do grande Salão Principal, encontra-se o Livro de Aço dos Heróis Nacionais, que acolhe em cada página o nome de um herói brasileiro. A denominação de herói nacional se dá por ato do Congresso Nacional, observando-se um período mínimo de cinqüenta anos após a morte do homenageado.

Atualmente são 30 os brasileiros homenageados como heróis nacionais. Entre eles estão: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder e mártir do movimento da Inconfidência Mineira; Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares que, no século dezessete, lutou e deu a sua vida pelo ideal de liberdade dos escravos no Brasil; Marechal Deodoro da Fonseca, responsável pela Proclamação da República; D. Pedro I, que proclamou a nossa Independência; Duque de Caxias, patrono do Exército brasileiro; José Plácido de Castro, que lutou pela anexação do território do Acre ao território brasileiro; Almirante Tamandaré, patrono da Marinha brasileira; Almirante Barroso, que comandou a força naval brasileira na Batalha do Riachuelo; Alberto Santos Dumont, o "Pai da Aviação" e patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira; e, José Bonifácio de Andrada e Silva cognominado o "Patriarca da Independência" pelo seu trabalho no processo de nossa independência, do qual foi o grande arquiteto.
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Secretaria de Cultura do DF

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